[Gesac. AC] Re: [mocambos] Audiência pública do Projeto Nacional de Apoio a Telecentros

Luiz Claudio Mesquita de Souza luiz-claudio.mesquita em serpro.gov.br
Segunda Maio 18 14:12:32 BRT 2009


Alcione,


Excelente a sua abordagem. Amanhã, 19/05, será o dia em que todas as 
pessoas ligadas aos projetos de inclusão Digital deverão comparecer aos 
endereços do Serpro e, de edital na mão, apontar cada desvio.

Este é o momento e o espaço próprio para contribuirmos com o 
enriquecimento do Programa. Portanto, vamos lotar os espaços de 
transmissão do Serpro com gente que conhece, que quer e pode contribuir. 
A experiência das comunidades não pode e nem deve ser desprezada. ( só 
não se esqueçam de verificar a capacidade de lotação dos espaços de 
transmissão em http://www.inclusaodigital.gov.br/telecentros

Eu também aguardo vocês lá.

Abs,

Luiz Cláudio.


Alcione Carolina escreveu:
> Olá pessoal!
>
> O Min. do Planejamento aprontou uma proposta chamada *"Projeto 
> Nacional de Apoio a Telecentros"*  para desenvolver  uma política 
> unificada para os telecentros, num contexto do comitê de inclusão 
> digital coordenado pelo Cesar Alvarez. (PR).  Conheçam a proposta e 
> façam contribuições à chamada pública pelo site. Vejam aqui os 
> documentos: http://www.governoeletronico.gov.br/consulta-publica.
>
> *Este é um assunto que todos nós devemos participar,* pois se trata de 
> uma proposta que reúne alguns esforços já vigentes do governo federal 
> de apoiar as ações em telecentros, dos que existem e dos que ainda 
> estão por vir.
>
> Queria partilhar uma reflexão e conhecer as idéias de vocês sobre esse 
> assunto.
>
> A proposta como um todo obtém mérito ao visar a integração de algumas 
> ações federais de promoção de inclusão e cultura digitais que, 
> frequentemente, têm sido empenhadas de modo relativamente isolado por 
> diferentes iniciativas do governo federal. A premissa de concatenar em 
> um ponto comum as condições de conexão, de infraestrutura tecnológica, 
> de formação e remuneração de monitores constitui um princípio 
> importante para bom desenvolvimento dessas ações.
>
> Também apreciamos a condição de elevar a discussão à categoria de 
> consulta pública, o que contribui para que as considerações de 
> diversos setores venham a reorientar as bases formuladas para a 
> resolução dos problemas  enfrentados por essas iniciativas, via de 
> regra, pela ausência ou inadequação de uma ou outra das condições 
> acima elencadas.
>
> Contudo, aparentemente desconsidera o universo atual de muitos 
> telecentros  ao propor que: /item II -- não cobrar por navegação e 
> cursos (pode cobrar impressão)/, uma vez que, os cursos a preços 
> módicos, frequentemente, são fontes de renda dos telecentros para 
> gerar condições de custeio de energia elétrica, limpeza e outras 
> despesas para a manutenção do espaço. Poderia não ser uma condição 
> proibitiva, mas desejável. Ainda coloca, como 
> /Condições/contrapartidas exigidas/, que /As iniciativas aderentes 
> garantirão aos telecentros sob sua responsabilidade, por meios 
> próprios ou parcerias, o conjunto de elementos abaixo:  . Rede 
> elétrica adequada./ Ora, o provimento de energia não deve ser 
> considerado como condição se pensarmos em telecentros em aldeias e 
> comunidades remotas, áreas nas quais  o Estado ainda não 
> disponibilizou esse bem. Como uma proposta do governo federal, 
> sugerimos que esses casos sejam atendidos em parceria com o Luz para 
> Todos/MME.  Nessa mesma linha, a exigência de ter  /VI -- linha 
> telefônica para contato com a Coordenação e as centrais de suporte 
> técnico dos fornecedores de bens, serviços, formação e bolsas./ /No 
> caso de telecentros sem telefonia local, informar número para contato 
> na localidade mais próxima./
> Da mesma forma que a questão da energia, seria importante atrelar ao 
> MC o fornecimento de um telefone público na frente do telecentro. 
> Também sugerimos pedir um contato voip.
>
> *O cumprimento dessas condições acima exclui um grande universo de 
> pontos* hoje já atendidos pelo Gesac, por exemplo. Que já compõem uma 
> ação do governo federal e que também necessitam outros apoios. É um 
> pouco desconcertante que o governo exija da comunidade o fornecimento 
> de bens que o Estado já deveria fornecer.
>
> *Boa parte dos pontos do norte e centro-oeste não têm energia 
> adequada, nem telefone e funcionam exatamente como um espaço de 
> comunicação com o mundo. *Muitas antenas do Gesac são alimentadas por 
> geradores, em locais em que não há telefone. *Esses locais deveriam 
> ser excluídos da possibilidade de serem melhor apoiados?*
>
> *Um outro ponto a ser considerado, diz respeito ao tratamento da 
> experiêcia prática e reflexiva no processo de  formação e 
> implementação e formação das comunidades no uso das TICs, *a exemplo, 
> os três grandes projetos vigentes: Pontos de Cultura/Ação Cultura 
> Digital- MinC, Programa GESAC-MC e o Casa Brasil-MCT.
>
> Tais iniciativas acumularam certa multiplicidade de experiências e 
> alargaram diferentes perspectivas de tratamento do tema da formação, 
> que parecem não terem sido contempladas.
>
> *Segundo a proposta, a formação presencial foi suprimida àpenas três 
> encontros presenciais, o que vai na contramão dos bons resultados de 
> formação e produção de conteúdo obtidos por essas iniciativas, que 
> trabalharam enfaticamente a formação presencial.*
>
> A proposta atual, propõe a formação à distância para os 
> monitores-bolsistas dos telecentros, por meio de uma plataforma não 
> identificada, indica os assuntos/temas para a formação, e estabelece 
> apenas 3 encontros presenciais.  
>
> Ao que parece, não está firmada a contrapartida do monitor do 
> telecentro de replicar o conhecimento para sua comunidade. O que 
> podemos ter é uma qualificação da mão de obra de um jovem - o que não 
> é nada ruim -, mas que põe em questão a continuidade do trabalho de 
> aproriação com aquela comunidade, quando por exemplo o jovem formado 
> venha a ser absorvido pelo mercado.
>
> *As experiências anteriores  formavam uma comunidade de usuários, 
> inclusive o monitor, mas não somente ele.
> * Eram crianças, jovens, adultos, homens e mulheres que integravam 
> aquela comunidade e o conhecimento circulava entre as mais diferentes 
> pessoas.
>
> *O que* *seria interessante é que houvesse - nesse momento - a criação 
> de um programa integrado para a formação de monitores e oficineiros 
> encarregados da qualificação do uso e formação (animação) da rede. 
> *Uma equipe de pessoas, que faça o trabalho semelhante ao dos 
> implementadores sociais do Gesac, ao dos tuxauas do Cultura Digital e 
> dos TIC e TEC do Casa Brasil. Uma equipe em campo que possa conhecer a 
> comunidade, mapear seus interesses e vocações de trabalharem num 
> projeto específico de oficinas preenciais e de potenciaização de 
> articulações locais e em rede.
>
> Esse trabalho poderia ser organizado por demanda dos pontos, que se 
> posicionariam sobre as coisas que gostariam de desenvolver com as TICs 
> (TVweb, radioweb, blogs, vídeo, imagem, som, gráfico, etc, etc).
>
> Membros dessa equipe acompanhariam essa comunidade à distância e, 
> presencialmente, realizando oficinas. Se estamos falando num universo 
> de 6 mil telecentros, poderíamos pensar, por exemplo, em 60-100 
> pessoas, divididas nas 5 regiões do país.
>
> *As equipes do Gesac, Casa Brasil e Cultura Digital poderiam oferecer 
> módulos de oficina em suas áreas de maior expertise conhecimento.* Há 
> pessoas que não sabem ainda navegar, há aquelas que já produzem 
> conteúdos na rede. O universo é muito heterogêneo para ser tratado de 
> forma tão uniforme. *Essa equipe somaria à proposta em termos de 
> qualidade e poderia ser gerida pelos próprios programas existentes, em 
> parceria com o Comitê.*
>
> No mais, como vocês sabem, resolveria nacionalmente o problema de 
> manutenção dessas pessoas e evitaria essas lacunas que muitos viveram. 
> Como hoje, em que não há implementador Gesac em todos os estados do 
> Brasil, e cuja ação será encerrada muito em breve. O Cultura já viveu 
> um ano de ausência em relação ao trabalho com os Pontos de Cultura. No 
> mais, muito dos Pontos de Cultura serão Casa Brasil e vice-versa, com 
> o atual cenário. E muitos deles já são Gesac. Enfim, já há pontos de 
> intersecção.
>
> *Entretanto, se as comunidades não vêem isso como uma perda 
> importante, creio que o projeto tal como está, poderá cumprir sua 
> finalidade de "apoiar".*
>
>
> *Opiniões serão muito bem-vindas!!*
> Nos vemos amanhã, na chamada pública :)
>
> Um grande abraço a tod em s,
> Alcione Carolina
>
> ***********************************************
>
>
> *Participe da audiência pública do Projeto Nacional de Apoio a Telecentros
> *
> Na próxima terça-feira, dia 19, das 14h às 18h, acontece a audiência 
> pública do Projeto Nacional de Apoio a Telecentros do governo federal, 
> na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) em 
> Brasília. Em outras 26 localidades do país, de 25 Estados, será 
> possível acompanhar a audiência e tirar dúvidas por videoconferência, 
> nos escritórios do Serpro.
>
> Foram incluídas na transmissão as cidades de Curitiba, Fortaleza e 
> Porto Alegre, somando-se às originalmente previstas: Belo Horizonte, 
> Salvador, Rio de Janeiro (bairro Lapa), Regional São Paulo (bairro 
> Socorro), Regional Recife, Regional Belém, São Luis, Florianópolis, 
> Teresina, Palmas, Campo Grande, Goiânia, Cuiabá, Boa Vista, Rio 
> Branco, Manaus, Macapá, Porto Velho, Maceió, João Pessoa, Natal, 
> Vitória e Ribeirão Preto (SP).
>
> Os procedimentos para inscrição e participação, bem como os endereços 
> dos locais de realização estão disponíveis em: 
> http://www.inclusaodigital.gov.br/telecentros. Não fique de fora!.

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